O sonho

Estava eu andando nas ruas de Paris (!) quando, de repente, várias pessoas conhecidas vão surgindo de lugar nenhum e muitas coisas acontecem: era dia e rapidamente anoitece, eu estava em meio a um jardim gigante e agora estou perto de um rio, em um lugar com ruas de pedra e alguns becos. Vivos e mortos caminham juntos pelas ruas, confiantes na amizade recíproca que supera todas as barreiras; algumas pessoas estão sem camisa, outras estão correndo como se fugissem de algo, mas nada as persegue. Existe um certo tom de libertinagem no ar, mas o silêncio impede que eu deduza algo além disso.

Um encontro de almas chama a minha atenção e eu apenas observo a cena. Ao se aproximarem, a troca de olhares diz mais que qualquer palavra, seguida por mãos dadas e uma pressa enorme para se pertencerem, de modo que correm na direção da escuridão, deixando as sombras por último. Percebo então que estou sozinha, mas que tenho algo em minhas mãos: uma agenda velha, de minha propriedade. Começo a folhear as páginas e encontro diversos comentários a respeito do que eu escrevi ali. Emocionada, começo a chorar e a rir ao mesmo tempo, torcendo para que os dois que sumiram juntos nunca mais larguem a mão um do outro.

(Para quem não sonhava há meses, exceto por um sonho esquisito em que eu comprava maquiagens em uma loja bizarra, cheia de espelhos, este valeu por todo o tempo em que fiquei no escuro).

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